domingo, 8 de março de 2009

Fronteira


Como existe uma extensa rede de serviços de saude privada em ribeirão preto o serviço público é usado pelas pessoas que não tem dinheiro para as clinicas. Quem não tem dinheiro para pagar é “pobre” e aqui pobre é mesmo pobre... gravidezes precoces, desnutrição, pés descalços, ileteracia, trabalho infantil e doenças que em Portugal só existem em imunodeficientes. Cá não é preciso ter HIV para ter doenças bera. Estamos a trabalhar num hospital publico e por isso a imagem que temos desta população é muito redutora, para além de pesada...até que 
Há tarde fui pela primeira vez ao ribeirão shopping. Cheguei lá como quem vem de calcutat directamente para Miami. Lojas caras e muito poder de compra a circular em saltos altos e corpos botox. 
Já todos sabem: no brasil, país plural, só existem duas castas. 
Passear por calcutat é mau mas na fronteira com miami mete medo. Anteontem por exemplo fui ao banco e à porta estava uma carrinha de valores à espera de dinheiro. Lá dentro estavam 8 seguranças com colete à prova de bala e com a mão nas pistolas.(alguns com cara de mau outros com cara de medo)
Na semana passada a filipa estava à espera na rua às 7 e 30 por uma boleia para ir para as aulas quando viu 3 rapazes a andar. Uma carrinha da policia parou de repente e encostou-os todos à parede. ... com as armas na mão.

Alguns dizem que a fronteira mais militarizada do mundo é entre o méxico e os EUA, outros que é entre as duas coreias. Não as conheço mas aposto que entre ricos e pobres brasileiros há mais pólvora que em qualquer outro lugar. E é estranho.

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